domingo, 6 de abril de 2014

Dias...

Naqueles dias em que parece que o mundo nos cai em cima...
Assim com hoje.
Ás vezes parece que as coisas más da vida vão fazendo um "novelinho" malvado que sem darmos conta se atira a nós e nos bate mesmo no meio da cara!!!
Ficamos mal humorados, arreliados, deitamos uma série de pragas a tudo e a todos (em pensamento claro, porque não sei rogar pragas :)! )... Só apetece deitar, tapar a cabeça com a almofada e esperar até à manhã seguinte a ver se já passou a neura...

Pois... mas os "novelinhos" das coisas más não se desfazem com noites de cabeça tapada com a almofada... Tenho vindo a aprender isso porque quando acordo tenho sempre  maldito novelinho em cima da cara, pois com a almofada tapei também o malvado... lá ficou!

Penso nos outros, imagino casos de certas pessoas que ouvi ao longo do tempo, casos em que não havia um "novelinho" como o meu, mas uma coisa que quase me atrevo a chamar "Esfregão de palha de aço", daqueles que devem doer mesmo a sério quando raspam na nossa cara debaixo da almofada...livra!

Imagino o que faria se eventualmente, em vez de, ou mesmo se o meu "novelinho" maleficamente se transformasse num "esfregão de palha de aço" e me atacasse impiedosamente como nalguns dos casos que já por aí ouvi (até dói só de pensar)... que faria eu de tanta dor?
Tento pensar nas atitudes que tomaria, e concluo que nem sei bem se tomaria alguma atitude... podia estar tão magoada por causa do esfregão que ficasse imóvel, sem reação... sei lá!

Nesta altura dou conta do motivo porque comecei a chamar as chatices de "novelinho" de coisas más, é que há outras coisas bem piores, difíceis, e que fazem com que fique a pensar: Mas isto é alguma coisa??? Vale a pena lamentar-me, lamuriar-me? Não, não vale!
De uma coisa tenho a certeza, é que hoje quando me deitar não vou esquecer-me de por o raio do "novelinho" aos pés da cama, só para ter a certeza que não fica preso entre a minha cara e a almofada!

Boa noite a todos. 

domingo, 30 de março de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quem me dera voltar por uma vez que fosse, a ter esta visão ao acordar...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Estou a participar num concurso de arte on line, para verem  e votarem nas 2 obras com que entro, sigam o link: http://www.tallenge.com/vote/vote0.aspx?vid=2914d206-a0a9-4a42-a596-56342824252d

Passem por lá...

Cumprimentos a todos.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pintores

 
"Flores"
 
Marc Chagal
(7 julho 1887 Bielorrússia - 28 março 1985Saint-Paule de Vence - França)


 
"O aniversário"

Vale Barqueiros na lista dos melhores vinhos para os EUA | Hipersuper#.Uv_0lW3gpLV.facebook

Vale a pena entrar no link e ver, porque é que esta zona de Portugal produz um dos melhores vinhos. Acredito que muitos apreciadores nem saiba de onde vem, principalmente os americanos, LOL, não sabem nada!



Mas bom, bom, é dar lá um saltinho e fazer uma petiscada com o belo Vale Barqueiros a acompanhar...





Vale Barqueiros na lista dos melhores vinhos para os EUA | Hipersuper#.Uv_0lW3gpLV.facebook

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Por Joaquim António Godinho - Escritor

 

segunda-feira, Fevereiro 3

CRÓNICA DE UM QUALQUER DOMINGO



Deitado e imóvel, nesta gélida madrugada de Dezembro, fecho os olhos e procuro-me. Quem me olhe, jurará que estou dormindo, mas nunca estive tão desperto, tão completamente consciente de mim. Perscruto todos os meus recantos, com todos os sentidos alerta, olho-me no espelho interior e busco o que fui, o que sou e a projeção de um futuro, que ainda me amedronta.
Não sei de onde sou, muito menos para onde vou, só sei, pelo meu saber pressentido, que não sou daqui, este não é o meu lugar, mas algures longe, em busca de viver.
Não me vou entregar à cómoda realidade de sobreviver. De preferência, morrerei a procurar-me, sem a mínima certeza de me encontrar fora de mim, como o logro no âmago do meu interior.
Não sei se alguém entenderá estas palavras, hoje resolvi não escrever para o vulgo, para a imensa mole de nados mortos que me rodeiam e que nada me dizem, nem nunca saberão de mim, coisa nenhuma. Esta sociedade está cheia de gente de estar, os nados mortos, que nunca chegarão a ser, nem a entender-se. Porque a gente só nasce, quando sente a dor do parto, só nesse momento, se deixa a condição de estar, para ser. E muito poucos que conheço o conseguiram.
Lembro-me da sensação de ter nascido, da dor que senti naquela tarde que recordo, sem lograr situar no tempo. Recordo ter tido a consciência do nado morto que tinha deixado de ser naquele instante, para me tornar o homem nascido, que hoje se escreve, para os poucos que me entendem.
Nesse momento, venci o medo da morte.
Nesse momento, percebi que só se deve temer o que não se não estende.
Nesse momento, iniciei a longa caminhada para controlar os medos, que está ainda só no começo.
Nesse momento iniciei a minha viagem consciente, que sei exatamente quando vai terminar, no instante da minha morte.

"Foi a EMELE" (Bo tem Mel) - Pedro Fernandes - 5 Para a Meia-Noite


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014