Estou a participar num concurso de arte on line, para verem e votarem nas 2 obras com que entro, sigam o link: http://www.tallenge.com/vote/vote0.aspx?vid=2914d206-a0a9-4a42-a596-56342824252d
Passem por lá...
Cumprimentos a todos.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Pintores
"Flores"
(7 julho 1887 Bielorrússia - 28 março 1985Saint-Paule de Vence - França)
"O aniversário"
Vale Barqueiros na lista dos melhores vinhos para os EUA | Hipersuper#.Uv_0lW3gpLV.facebook
Vale a pena entrar no link e ver, porque é que esta zona de Portugal produz um dos melhores vinhos. Acredito que muitos apreciadores nem saiba de onde vem, principalmente os americanos, LOL, não sabem nada!
Mas bom, bom, é dar lá um saltinho e fazer uma petiscada com o belo Vale Barqueiros a acompanhar...
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Por Joaquim António Godinho - Escritor
segunda-feira, Fevereiro 3
CRÓNICA DE UM QUALQUER DOMINGO
Deitado e imóvel, nesta gélida madrugada de Dezembro, fecho os olhos e procuro-me. Quem me olhe, jurará que estou dormindo, mas nunca estive tão desperto, tão completamente consciente de mim. Perscruto todos os meus recantos, com todos os sentidos alerta, olho-me no espelho interior e busco o que fui, o que sou e a projeção de um futuro, que ainda me amedronta.
Não sei de onde sou, muito menos para onde vou, só sei, pelo meu saber pressentido, que não sou daqui, este não é o meu lugar, mas algures longe, em busca de viver.
Não me vou entregar à cómoda realidade de sobreviver. De preferência, morrerei a procurar-me, sem a mínima certeza de me encontrar fora de mim, como o logro no âmago do meu interior.
Não sei se alguém entenderá estas palavras, hoje resolvi não escrever para o vulgo, para a imensa mole de nados mortos que me rodeiam e que nada me dizem, nem nunca saberão de mim, coisa nenhuma. Esta sociedade está cheia de gente de estar, os nados mortos, que nunca chegarão a ser, nem a entender-se. Porque a gente só nasce, quando sente a dor do parto, só nesse momento, se deixa a condição de estar, para ser. E muito poucos que conheço o conseguiram.
Lembro-me da sensação de ter nascido, da dor que senti naquela tarde que recordo, sem lograr situar no tempo. Recordo ter tido a consciência do nado morto que tinha deixado de ser naquele instante, para me tornar o homem nascido, que hoje se escreve, para os poucos que me entendem.
Nesse momento, venci o medo da morte.
Nesse momento, percebi que só se deve temer o que não se não estende.
Nesse momento, iniciei a longa caminhada para controlar os medos, que está ainda só no começo.
Nesse momento iniciei a minha viagem consciente, que sei exatamente quando vai terminar, no instante da minha morte.
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